O pantanal de Aquidauana apresenta como limites: ao norte, o pantanal da Nhecolândia; ao sul, a própria cidade de Aquidauana; a leste, a serra de Aquidauana; a oeste, os pantanais de Miranda e Abobral.
O Pantanal de Aquidauana, assim como o de Miranda, é definido mais como pantanal alto, sendo menos afetado pelas enchentes do que outros pantanais.
Traduzindo, pode-se afirmar que as perdas e malefícios causados aos rebanhos pela ocorrência de enchentes, nestes dois pantanais, apresentam menor incidência.
O pantanal de Aquidauana está fortemente vinculado, florística e edaficamente, aos pantanais de Abobral e Nhecolândia. A área do rio Negro, em rigor, é um prolongamento natural da Nhecolândia, mostrando a presença de baías, salinas e solo arenoso, sobre o qual assenta-se a pastagem. As áreas de barro estão restritas às imediações de cursos d'água. A vegetação na zona do rio Negro é principalmente de campo, savana e bosques isolados (capões), quase igual à da Nhecolândia. Manchas pequenas de carandá são aí observadas.
Os campos limpos, extensos em área, são maciçamente povoadas por capim-mimoso (A. purpusii), capim-mimosinho (Rimarochloa spp.), Paspalum almun e Hermathria altissima.
Nas savanas aparecem com alta freqüência espécies como a piúva e o cambará. O capim-mimoso forma campos limpos, onde se torna quase dominante absoluto.
Na margem norte do rio Negro, onde predomina o solo arenoso, a fitofisionomia é aquela da Nhecolândia, ocorrendo aí com abundância duas espécies invasoras, o capim-carona e Andropogon selloanus.
As invasoras lenhosas desta margem são também aquelas de solos arenosos, destacando-se a canjiqueira e a lixeira.
Na margem sul do rio Negro, o solo tende para silte e argila, ocasionando reflexos ecológicos.
Forrageiras com presença marcante aí, e não encontradas na margem norte, são Paspalum almun e Panicum laxum. FONTE: Recursos Forrageiros nativos do Pantanal mato-grossense, por Antonio Costa Allem e José Francisco Montenegro Valls. Brasília, 1987. (EMBRAPA-CENARGEN. Documentos, 8)
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