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Têm o tamanho aproximado de um gato doméstico, a cabeça volumosa, o focinho comprido e pontiagudo, e bigodes longos; as orelhas são grandes, nuas e membranosas. A cauda é preensil, comprida, coberta de pele grossa e nua, com exceção da base que é peluda. A coloração geral do corpo é cinzenta, mesclada ou escura e a da cabeça, cinza clara ou amarelada. Podem apresentar listras negras ao longo da cara. Sobre a pelagem do dorso destacam-se longas cerdas brancas. Sob a cauda possuem glândulas que produzem uma substância de cheiro característico. Vivem, principalmente, em matas e no cerrado, sobre árvores, onde se deslocam com facilidade. Nadam e correm bem. Têm hábitos noturnos e solitários. São agressivos quando molestados e, para enfrentar os inimigos arreganham os dentes e exalam um cheiro muito desagradável. Às vezes preferem fingir-se de mortos para se defender. São excelentes caçadores e alimentam-se, principalmente, de aves podendo atacar até galinhas. Também gostam de ovos, de insetos, de frutas e raízes. Os filhotes nascem muito pequenos e pouco desenvolvidos. Precisam se arrastar até a bolsa da mãe, onde permanecem presos às mamas por mais de dois meses. Em geral nascem de 11a 20 de cada vez, mas nem todos sobrevivem. Apesar de serem animais muito comuns, em várias regiões brasileiras, são erroneamente chamados de “raposa”, “rato” ou “guaxinim”. No Pantanal foram identificados Didelphis marsupialis e Didelphis albiventris.
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