São animais de porte médio, com cauda preensil bem longa e corpo coberto por uma pelagem normal, fina, amarelada, quase escondida por numerosas cerdas longas e resistentes. Estes pelos modificados, ou espinhos, estão presentes principalmente nas partes dorsais.
Vivem sobre as árvores, em matas e capoeiras. Têm hábitos noturnos, e em geral dormem durante as horas quentes do dia. Às vezes podem ser vistos de manhã ou à tarde, deslocando-se com movimentos lentos. São inofensivos, mas quando irritados ou amedrontados, não fogem : esperam o inimigo eriçando os espinhos que acabam em ponta semelhante à seta e podem penetrar ou se prender na pele do agressor, bastando que este neles se encoste. Muitos animais, dentre os quais aves de rapina, cachorros e gatos-do-mato parecem desconhecer esta arma de defesa e após atacá-los são, muitas vezes encontrados com espinhos encravados no corpo. Não é verdade, porém que os ouriços sejam capazes de atirar os espinhos como se fossem dardos.
Alimentam-se de folhas, frutos e raízes. Gostam de vários tipos de cocos silvestres que podem levar para alimentar os filhotes. Para coletá-los agem de maneira interessante: rolam sobre os frutos maduros caídos no chão conseguindo assim que eles se prendam aos espinhos resistentes do dorso. Os ouriços, em geral, têm apenas um filhote por vez, que nasce grande e coberto por uma pelagem longa e avermelhada. São erroneamente confundidos com o porco-espinho, animal de outra família, que não ocorre no Brasil. É provável que no Pantanal existam outras espécies, entre as quais C. prehensilis.
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