O guia do santuário ecológico

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São animais de grande porte, que pesam de 30 a 40 kg. O pelo é duro e grosso, com tons cinzento e negro. Apresentam uma zona bem escura lateral, que se estende do pescoço e peito até as costas, delimitada por duas faixas brancas. O peito é coberto de pelos longos, também brancos, que se prolongam pelas patas dianteiras. A cauda é provida de pelos escuros, grossos e mais longos do que as do corpo. A cabeça é estreita, com focinho em forma de tubo curvado para baixo. A boca é uma abertura reduzida e a língua mede de 30 a 40 cm.

Não possuem dentes em nenhuma fase da vida. Os dedos, 4 nas patas dianteiras e 5 nas traseiras, são providas de unhas fortes. Dos 4 dedos dianteiros, 3 se desenvolvem bem e apresentam unhas tão longas, que dificultam a marcha do animal; para poder caminhar, ele tem que se apoiar no dorso das mãos. Vivem em campos cerrados, andando somente no chão. São animais nômades, solitários e caminham muito, principalmente no início e fim do dia. Não são agressivos, mas para se defender ficam em pé nas patas de trás e esperam o inimigo de braços abertos.

São capazes de atravessar a nado rios e lagos. Dormem enrodilhados, cobertos pela cauda enorme. Alimentam-se de cupins e formigas que coletam abrindo seus ninhos com a ajuda das unhas longas e neles introduzindo a língua viscosa. Na época da reprodução formam casais, embora por pouco tempo. Depois de uma gestação de mais ou menos 190 dias as fêmeas dão à luz um só filhote o qual é carregado por muito tempo agarrado às costas maternas. Até alguns anos atrás esses animais podiam ser vistos com muita freqüência nos campos cerrados do Pantanal e arredores. Hoje, dificilmente são encontrados, estando na lista de espécies ameaçadas de extinção.

 
 
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