O guia do santuário ecológico

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Ariranha PDF Imprimir E-mail

São muito parecidas com as lontras comuns, porém maiores e mais escuras. Têm orelhas pequenas e arredondadas, cauda achatada e musculosa e a ponta do focinho, entre as narinas, coberta de pelos. Os dedos, unidos por membranas, servem de verdadeiros remos.

A pelagem é castanho escura, parecendo preta quando molhada. Os adultos apresentam manchas amareladas na garganta. São diurnas e vivem nos grandes rios, em pequenos grupos ou aos pares. São animais muito ativos e barulhentos, capazes de permanecer longo tempo dentro d’ água, nadando, mergulhando e procurando alimento que levam sempre para comer em terra.

Alimentam-se principalmente de peixes, inclusive piranhas, e caçam também pequenos mamíferos e aves aquáticas. Gostam ainda de moluscos e de ovos. Na época da reprodução constróem tocas nos barrancos dos rios, onde as fêmeas têm, em geral 2 ou 3 filhotes de cada vez. A cria permanece na toca durante alguns dias e antes de completar 1 mês já vai para a água com a mãe. Só depois de 3 meses, porém, os filhotes são capazes de nadar e de se alimentar sozinhos.

As ariranhas, antes comuns em muitos rios do Brasil, foram intensamente caçadas e estão hoje na lista de animais ameaçados de extinção. No Pantanal ainda podem ser vistas, principalmente em regiões de difícil acesso e nos rios próximos a propriedades particulares onde vem sendo desenvolvidos trabalhos de esclarecimento visando a proteção da fauna.

 
 
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