O guia do santuário ecológico

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São aves grandes, sendo as fêmeas um pouco menores do que os machos. Têm pernas curtas e fortes, os pés palmados, o pescoço e a cauda longos, o bico comprido, recurvado na ponta. Sua plumagem é negra, com brilho verde-metálico; a pele da garganta é nua, amarela. Os sexos são semelhantes. Vivem nas proximidades dos rios, lagoas e banhados formando bandos de muitos indivíduos. Podem ser vistos nadando com o corpo submerso até o pescoço ou pousados à beira d’ água em árvores, cercas e estacas. São excelentes nadadores e mergulham fundo para perseguir peixes. São capazes de levantar vôo diretamente da água, batendo rapidamente as asas até ganhar impulso. Para descansar e secar as penas pousam geralmente com as asas abertas. Quando em formação se dispõem quase sempre voando em V, característica que pode fazê-los ser confundidos com os patos. Alimentam-se quase que exclusivamente de peixes que engolem fora d’ água e pescam pela manhã e nas últimas horas da tarde. No Pantanal, reproduzem-se em colônias e formam ninhais a partir de julho; as fêmeas iniciam a construção dos ninhos sobre árvores altas e depois são ajudadas pelos machos. A postura é de 3 a 4 ovos e a incubação feita pelo casal. Os filhotes são alimentados com peixes que os pais apanham do ninhal e guardam no papo. Chegando ao ninho, regurgitam esse alimento, já bem amolecido, diretamente na boca dos filhotes.
 
 
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